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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A arte de perdoar

Gn 37: 23, 24
O verbo perdoar vem do latim “perdonare” e significa, entre outros, desculpar, absolver. (ref. Dicionário Aurélio).
Penso que muita gente já tenha lido essa passagem, ou até mesmo escutado a respeito da história de José, que foi jogado numa cova por seus próprios irmãos e logo em seguida vendido para ser escravo no Egito, tudo por conta de seus sonhos, que geraram grande zombaria contra José, e até mesmo pela inveja. (O diabo sempre vai tentar matar nossos sonhos)
Imagine a cabeça de José (com 17 anos), sendo jogado em uma cova e vendido para ser escravo, pelos próprios IRMÃOS. Não foram desconhecidos, não foram vizinhos, não foram primos distantes, foram os IRMÃOS dele quem fizeram isso. E é assim que o diabo age conosco, ele procura ‘usar’ as pessoas que estão próximas a nós para nos ferir, nos agredir, ou você acha que ele vai ‘usar’ aquele seu vizinho de cara fechada que briga com todo mundo? Não amados, o diabo é astuto e vai ‘usar’ quem você ama para tentar te desestruturar, para ‘pisar no seu calo’, para dizer palavras duras.
Tenha isso em mente: Perdoar não é dom, perdoar é uma atitude.
O título da mensagem “A arte de perdoar”, é por que perdoar virou coisa rara, virou arte. Ou vai me dizer que nunca ouviu:
“Eu perdoei, mas não quero nem conversa, fulano para lá e eu para cá.”
Isso não é perdoar, o perdão é uma atitude de amor que vem do coração e é externada com um sentimento de esquecimento do que nos foi feito, o perdão verdadeiro não fica remoendo dentro de nós, não é aquela coisa que no primeiro sinal de alerta vem à tona.
No capítulo 45-4 e 5 José já estava no trono de Governador do Egito, então se revela como aquele que foi vendido e pede para que não caia o semblante dos irmãos, já que havia um propósito de Deus em cada circunstância. Mas não creia que tenha sido fácil para José, ele tinha poder em suas mãos o suficiente para fazer o que bem quisesse com seus irmãos, mas havia a necessidade do PERDÃO para que os planos de Deus fossem revelados. Está aqui o porquê da necessidade de se perdoar, pois a falta de perdão gera uma barreira muito grande entre nós e Deus, pois como podemos orar pedindo o perdão a Deus por nossas transgressões, se nós não temos isso em nosso coração?
“Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.” (Marcos 11: 26)
No capítulo 18 de Mateus, Jesus nos conta a história de um servo que devia muito ao seu rei, e esse mandou que fosse vendido tudo em sua casa, mas o servo pediu-lhe generosidade (perdão) para com ele; o rei foi movido pela compaixão e o perdoou, porém ao sair, esse servo encontrou um de seus conservos que lhe devia uma quantia muito menor a que o servo devia ao rei, mas o servo não quis perdoá-lo, vendo isso, os assistentes do rei levaram o fato até ele, que mandou que o servo fosse atormentado até que fosse pago a dívida. Jesus termina o capítulo dizendo que assim também se fará a quem não perdoar as ofensas de cada irmão. Pesado né? Então vamos refletir povo de Deus. Aliás, vamos TOMAR ESSA DECISÃO.
A falta de perdão causa um ‘câncer’ dentro da igreja, deixa-a manca, sem UNIDADE (Sl 133:1) , ou seja, fora dos propósitos de Deus.
Bom, chamo a você que lê essa mensagem para essa mudança de atitude em relação ao coraçãozinho endurecido, vamos nos tornar ARTISTAS dessa ‘arte’ nada abstrata e tão bonita?

Waltinho Oliveira
waltinho-oliveira@hotmail.com
Twitter: www.twitter.com/sercristao

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O interior do interior

"Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus." (Romanos 15: 7) 

Recentemente tive a oportunidade de voltar ao interior de minha querida Minas Gerais, e principalmente, em minha cidade amada. Antes de ir à pequena Vieiras, dei uma ‘passadinha’ em um pequeno distrito da cidade de Santa Margarida onde meus tios e meus primos moram.
Ah, ar puro, e apesar da chuva e frio, foi maravilhoso. Havia sete anos que não visitava meus tios e minha terra, exatamente desde que aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador.
É impressionante, com o ‘voar’ do tempo, passamos a dar maior valor às coisas mais simples, mas que já não são tão comuns em dias como de hoje. Nesse mundo corrido, turbulento, dinâmico e frio, um simples sorriso, um aperto de mão, um abraço, um ‘olá’ é tão incomum quanto prazeroso.
Nas empresas vemos e ouvimos cumprimentos engessados, meramente para não fugirem dos formalismos e para não ser enquadrado como o ‘anti-social’, e em nossas igrejas não é diferente com o nosso: ‘Paz do Senhor’, ‘Paz seja contigo’ ou no simples ‘Paz’, são cumprimentos, muitas vezes, sem transmitir o ‘amor’ nas palavras.
E como essa viagem foi positiva, como ela me constrangeu (de bom modo); com esse mundo citado acima, parece que perdemos um dos mandamentos que foi nos deixado: amar nosso próximo como a nós mesmos. Em Romanos 12:10 lemos:  ‘Amai cordialmente uns aos outros em amor fraternal...’. Estamos ficando pessoas mais frias, mais solitárias e em conseqüência, pensando demais em nós, somente no nosso próprio umbigo.
Nas casas que fui, que recepção (e que reflexão), que amor, mesmo sem conhecimento das Escrituras, as pessoas tinham um ‘amor cordial’, via em seus olhos o prazer de estarmos conversando e quando nos despedíamos, a tristeza em seus olhares. Tomei café doce, amargo, forte, fraco, mas todos servidos com gratidão pela visita e um ‘até breve’ com ternura.
Ser cordial e amável é uma decisão de cada indivíduo, a bíblia nos orienta a sermos assim, e o interior (coração) do interior nos mostra na prática que é possível e agradável.
Um forte abraço, Paz esteja com todos
 Waltinho Oliveira
Twitter: www.twitter.com/sercristao