terça-feira, 5 de abril de 2011

Amigo² = Irmão


Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.
Provérbios 17:17

Eu pude experimentar bem esse versículo: Vi um irmão nascer.
E olha que o ambiente para que isso ocorresse não é o mais propício: No trabalho.
Trabalho esse que hoje ficou mais triste, aliás, bem mais triste.
Muitas pessoas perderam um grande colega de trabalho (já que nem todos manterão contato), e eu perdi um AMIGO no trabalho, mas felizmente permanece O IRMÃO.
Daniel (Francisco) de Paula é o nome do meu irmão.
Cara, obrigado pela amizade verdadeira cultivada nesse período em que trabalhamos juntos, passamos muitas alegrias, tristezas, mas grande parte foi de muitos risos, afinal, tudo era motivo para criarmos um cenário favorável para aqueles que nos cercam, somos parecidos. Sem contar as incontáveis peças teatrais, ou como queira, esquentes que criamos em bate papos que faziam nossos dias mais agradáveis.
Aprendi muito contigo irmão, aprendi a amar sua família com muito carinho com a qual sempre fui recebido pela Letícia e pelo pequeno André a qual acompanhei, mesmo que de longe, a geração e o nascimento, claro, você sempre detalhista, sempre nos mantinha bem informados: Cara, o André sorriu pra mim (detalhe, ele tinha 2 meses ainda na barriga da Lêla..rsrs). 
O que fica de bacana em tudo isso, é que as pessoas vão e voltam, outras nem voltam, não existem vínculos, mas “perdeu playboy” rsrs temos um vínculo: somos irmãos.
Precisando amigo, é só chamar, afinal os irmãos estão aí para isso.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fugindo (?!)


Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. II Timóteo 2:22

O versículo não é daquelas questões de múltipla escolha que amamos quando estamos fazendo uma prova, se não se sabe o certo, vai no famoso ‘uni-duni-tê...’, mas estamos diante de um verbo (fugir) no imperativo, ou seja, uma ordem.


Mas fugir de quê ou de quem? Quando o prisioneiro foge, ele foge daquele que o aprisionou, que o encarcerou, quando o lutador foge de seu oponente, ele foge porque notou que seu rival é mais forte.



Quando Paulo nos escreve esse texto, ele diz FOGE, pois sabe que para essas coisas (para nossas paixões), não estamos preparados para enfrentá-las assim de ‘peito’ aberto, porque nosso rival (a carne) é forte. E o diabo não vai pensar duas vezes em nos afrontar com coisas (aos olhos) muito boas.


Veja o exemplo de José lá no capítulo 39 de Gênesis: Ele foi comprado pelo egípcio Potifar, Deus o prosperou e tornou-se mordomo na casa de Potifar. 


José era um homem formoso de semblante e porte, o que chamou a atenção de mulher de Potifar que lhe disse: Deita-te comigo. (Gn 39:7) 
Assim mesmo amados, nessa cara de pau danada, uma ‘diretaça’ na cara de José que se esquivava de um lado, saía pelo outro. Imagino José ‘cortando’ caminho para não topar com aquela mulher, como se diz: Correndo dela igual minhoca do anzol (essa expressão é a roça rsrs). A bíblia diz que ela o tentava todos os dias (Gn 39:10).


Amados, José era um jovem, sua carne gritava, não pensem vocês que a mulher de Potifar era um ‘tribufu’, uma bruaca, não amados, era a fome com a vontade de comer que ali estavam.


Mas a bíblia nos diz no vers. 12 de Gênesis 39: ...Porém, deixando suas vestes nas mãos dela, saiu FUGINDO para fora.


José poderia ter pensado: Ahh, tô aqui, escravo, abandonado, no meio de pessoas com costumes pagãos, eu vou é ‘dar uns pegas’ nessa mulher. Mas NÃO. Ele renunciou suas vontades e honrou seu senhor e seu Deus


Ele fugiu das suas paixões de sua mocidade, saiu correndo, saiu ‘vazado’, ‘sebo nas canelas’.


Amados, em Gl 5:16 lemos: Andai em Espírito e não cumprireis as concupiscências da carne. A carne milita contra o Espírito, portanto, alimente seu Espírito com orações, leitura da bíblia, jejum, fortalecendo-o dia-a-dia, vista a armadura de Deus (Efésios 6), na nossa força, somos sempre vencidos.


Andar em Espírito é não sucumbir aos desejos da carne, mesmo que seja fugindo.

Paz seja com todos!!!
Waltinho Oliveira
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ânimo em meio às aflições


Irmãos amados a vida geralmente é muito severa, dura e sofrida! O Senhor Jesus já avisou-nos que os seus servos teriam estas provações (Jo 16:33  Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.) e elas realmente vêem, somos surpreendidos pelas dificuldades em momentos nos quais a fraqueza aparentemente nos envolve; a carne logo se deixa tomar pela tristeza e abatidos, a tendência é acolhermos o desespero. Com a carne em alta, fechamos a porta para o agir do Espírito de Deus, ficamos sem direção e o horizonte tornar-se sombrio!


Servos amados, o mandamento do Pai é que devemos ser fortes (Ef 6.10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.), porém, para que tenhamos força, paz e o coração cheio de esperança e necessário que haja uma volta para os caminhos de Deus é preciso deixar-se encher pelo amor, quando amamos (Mt 22.37  Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.) verdadeiramente ao Senhor, somos constrangidos, mesmo em meio à fraqueza, a desenvolvermos uma vida de comunhão e o enchimento pelo Espírito Santo.


É a vida santa e pura (Lv 20:7  Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus. 1Pe 1:16  porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.) que nos habilita a recebermos de Deus meios para sermos inabaláveis, firmes como a rocha; e aptos a vencermos toda e qualquer sorte de tentações e ou provações produzidas pelas ações do maligno. Quando a vida é santa, os frutos (resultados) produzidos são segundo o coração de Deus (Gl 5:22-25  Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza.  Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida!), mas, se contrariam ao Pai é certo que estamos longe dEle e abertos ao toque do inimigo.


Procure desenvolver uma vida de amor a Deus;  santa, pura e cheia do Espírito Santo; medite continuamente na Palavra Santa, sejas firme nas orações e sacrifique continuamente com jejum é um sacrifício agradável a Deus. Quando nos encontramos nesta verdade de Deus somos vencedores (Rm 8:37  Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.), capacitados a prosseguir nesta terra com a vida cheia e o coração transbordante de esperança e vitórias. ânimo portanto!


Para vencer as investidas do maligno é preciso que tome posse da autoridade dada por Deus, declare ao maligno, todas as manhãs que és do Senhor, ore nestes termos: “Declaro em nome do Senhor Jesus que este dia é para a Sua honra e glória e, proíbo a ação do diabo e seus demônios contra a minha vida e as coisas que me pertence!" (esta declaração é apenas um exemplo, a tua comunhão com o Senhor certamente o fará ser mais especifico.)


A seguir, se vista com a armadura do Senhor (Ef 6:11-18  Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo.  Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.  Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça e calcem, como sapatos, a prontidão para anunciar a boa notícia de paz.  E levem sempre a fé como escudo, para poderem se proteger de todos os dardos de fogo do Maligno.  Recebam a salvação como capacete e a palavra de Deus como a espada que o Espírito Santo lhes dá.  Façam tudo isso orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orem sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Fiquem alertas. Não desanimem e orem sempre por todo o povo de Deus.) E procure ser santo e fiel a Deus em teu agir, para que não abras brechas e permita que o diabo tenha condições de tocar em tua vida.


Irmãos, as aflições e problemas sempre estarão  a nosso lado, o que não podemos permitir é que a carne se deixe abalar, interferindo na fé e no agir de Deus na vida.
Seja vitorioso com o Senhor Deus.

Elias R. de Oliveira
site Vivos: www.vivos.com.br

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Esvaziando...e enchendo!


Atos 9: 1-5
Lemos a passagem que fala sobre a conversão de Paulo, um homem que nada mais escreveu 13 epístolas, uma obra extremamente importante, mas para entendermos até aqui é necessário que voltemos um pouco mais no tempo, e, para entendermos Paulo, temos que falar um pouco de Saulo de Tarso.


Pouco se sabe historicamente de sua infância e sua adolescência, mas sobre algumas afirmações de Paulo e pelo contexto histórico de Tarso, podemos montar o pano de fundo sobre esse homem, que depois de Jesus, é o mais importante na história do cristianismo.


O próprio Paulo descreve Tarso em At 21:39, como ‘cidade não insignificante’ , ou seja, uma cidade de importância notória. Tarso era a cidade mais importante da Província da Cilícia no tempo de Saulo, apesar de situar-se 16km para o interior. Era uma importante cidade portuária, que dava acesso ao mar por meio do rio Cnido, que passava no meio da cidade. O fato, e sua localização estratégica, tornaram a cidade uma importante rota comercial da época, fluindo o comércio para todas as direções.


Tarso era tão importante, que, apesar de ser uma província romana, não pagava tributo a Roma, era uma cidade autônoma.


Tarso tinha grande influência da cultura grega, talvez por isso Paulo tenha escrito em Cl 2:8 “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens... e não segundo Cristo”. Tarso tinha estirpe filosófica, seus pensadores eram grandes personagens da época.


E foi nesse meio que o pequeno Saulo cresceu, em meio à vida citadina, de cultura apurada e de berço filosófico, vemos assim uma infância e adolescência com grande influência cultural.
Mas não paramos por aqui, ele era também um cidadão Romano, como o mesmo diz em At 22:28, o que lhe dava prerrogativas quanto algumas questões na época. Era um judeu Fariseu, de tribo real (Fp 3:5), onde logo aos 5 anos era ensinado pela Lei, e assim cresceu até chegar aos ensinamentos aos pés de Gamaliel.


Um momento marcante da aparição de Saulo, está na morte de Estevão (At 7), onde depositaram as vestes dele aos pés de Saulo. A partir daí, vemos um homem tomado pelo ódio, pelo rancor, com sede de destruição, entrava pelas casas e tudo que inspirava a Cristo era deposto, homens, mulheres e crianças eram presos.


O que ele não sabia era que suas perseguições teriam efeito inverso, já que os cristãos refugiados estavam espalhando o evangelho de Cristo por outras regiões, o que levou a tomar a decisão de ir até Damasco para prender os cristãos ali presentes.


Fico pensando o que passava pela cabeça de Saulo, no percurso árido de 240km que separavam as duas cidades. Mas na chegada daquele homem temido, altamente instruído, de berço histórico, ‘doutorado’ pela Lei, conhecedor e cidadão romano, aconteceu algo que mudaria a vida dele e da pregação do Evangelho: ELE TEVE UM ENCONTRO COM JESUS.


Imagino que naquele momento, ele viu sua ‘capa de poderes’ sendo reduzida a nada, deve ter passado em sua mente todo o contexto histórico de sua vida, sua instrução, sua cidadania romana não valendo absolutamente nada mediante sua situação, prostrado e cego.


Três dias sem comer e beber, entendendo que ele era um cego espiritual, esperando a ordem de Deus para que sua visão fosse restaurada, mas sua visão espiritual.


Amados, Saulo só pode ser Paulo, quando se despiu de todo ego, quando se desfez de todos os seus ‘títulos’, quando se esvaziou de tudo o que os homens lhe concederam, porque somente assim, Deus poderia usá-lo, como ele mesmo disse:

Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;
Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, (Fp 3:5-8)

Assim como Saulo, muitas vezes somos altamente egocêntricos, somos senhores da razão, estamos cheios de nomeações, mas é necessário cairmos do cavalo e prostrar-nos, ouvirmos a voz de Deus, esvaziar de nós, para que o ESPÍRITO SANTO DE DEUS possa nos encher, nos capacitar para que a verdade em nós seja conhecida, a verdade de Jesus.
O Espírito Santo quer nos encher, mas para isso é necessário nos esvaziarmos.

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Fonte parte histórica: www.vivos.com.br
Waltinho Oliveira
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Deixemos Deus ser Deus

Texto: “E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” Jo 1:21
“Deixem Deus ser Deus” é uma expressão típica de Martinho Lutero.
Jó é um dos 5 livros poéticos da Bíblia, o livro tem como palavra chave “Provar”, mas vamos tratar no texto que lemos sobre a soberania de Deus.

Um determinado dia, os filhos de Deus (a expressão refere a seres celestes, anjos servos) vieram apresentar perante o Senhor, e quem estava no meio? Satanás, o intrometido.

Jó era tão reto e tão íntegro, que o próprio Deus testificou a seu respeito com satanás, e o inimigo começou a contender com Deus e botar em xeque a fidelidade de Jó, acusando-o de ser fiel por causa das bênçãos que o cercava. Mesmo Deus tendo testificado, Satanás ainda acusou Jó, e ele não pensa duas vezes em nos acusar dia e noite (Ap 12:10).

Deus PERMITE (eu disse, PERMITE), que Jó seja tocado em todas as áreas materiais e em sua família. Quando estamos em retidão diante do Senhor, o diabo não tem legalidade sobre nós.

1.)   Os Sabeus roubaram-lhe o gado (v.15);
2.)   O fogo de Deus desce do céu e consome as ovelhas (v.16);
3.)   Os caldeus tomam os camelos (v.17);
4.)   Uma tempestade de vento derruba a casa do primogênito, onde todos os filhos de Jó estavam reunidos e todos morrem (v.18).

Jó então se humilha rasgando suas vestes, raspou a cabeça e caiu o rosto em terra, louvou ao Senhor (BENDITO SEJA O NOME DO SENHOR) e reconheceu o controle de Deus sobre todas as coisas.

Não estando contente, o diabo intenta novamente contra Jó, e Deus PERMITE, que ele toque em sua saúde. Jó ficou em uma condição tão miserável que suas feridas eram raspadas com cacos de telhas, seu odor exalava longe, imaginem as moscas rodeando aquele homem, e sua mulher sem entender a soberania de Deus incentiva a Jó a amaldiçoar a Deus e morrer. Imagino eu, que Jó, com o semblante caído, com dores terríveis no corpo, com dificuldade na fala vira para aquela mulher e diz: Como fala qualquer doida, assim falas tu; recebemos o bem de Deus e não receberíamos o mal?

Muitas vezes queremos dizer a Deus o que Ele deve fazer, como deve proceder, como deve nos abençoar, como queremos ser tratados, mas Deus é Deus, e Ele sabe o que é melhor para nós. A prova do ouro é o fogo.

Deus não é sádico, Ele às vezes prepara uma grande muralha, não para que pereçamos, mas que possamos aperfeiçoar nossa fé, confiar nEle, e mesmo com um ato, aparentemente, absurdo, tocar as trombetas, marchar e as muralhas caírem.

Não foi pelas trombetas, não foi pelas marchas? Não, mas confiamos, e deixamos que Deus fosse Deus, ou seja, exercitamos nossa fé e deixamos Deus agir.

Jó não estava feliz com a situação, pelo contrário, mas aceitou a soberania de Deus na sua vida. Como somos tolos e questionamos a Deus a todo instante: Se chove, questionamos porque não faz sol; se está quente, perguntamos por que Deus não envia um tempo ameno; se Deus nos dá oportunidades ministeriais, questionamos se somos qualificados para aquilo, mas Deus só quer que aceitemos suas decisões para Ele trabalhar.

E quando queremos ser Deus? Você pode dizer: “Eu jamais quis ser Deus”. Em Sl 37:5 diz “Entrega os teus caminhos ao Senhor, confia nEle, e Ele o fará”, a expressão “...entrega os teus caminhos ao Senhor...” não quer dizer apenas “aceitar a Cristo”, mas aceitar que Ele tome conta de nossas vidas, nossos caminhos e isso inclui sobre nossas decisões. Será que nunca decidimos as coisas por nossos ‘achismos’, nossas vontades sem antes passar pelo crivo do Senhor? Queremos ser senhores de nossas decisões, de ‘nossos caminhos’. Oras, se andamos ‘em NOSSOS caminhos’ quer dizer que não entregamos eles ao Senhor.

Isso acontece, queremos nós ou não, por que não deixamos Deus ser Deus.

Veja o caso do profeta Samuel, eu disse profeta, e não um a toa qualquer, foi designado a ir até o Belemita Jessé, e da casa dele seria ungido um Rei, e Deus deixa bem claro: “...e ungirás a quem EU DESIGNAR” (I Sm 16:3-B), mas o profeta não esperou o designo de Deus e por conta própria já havia nomeado o novo rei: Eliabe. Imagino ser um jovem vigoroso, de boa aparência, já que Deus logo repreende o profeta e diz, em outras palavras: “Ei, não te atente com aparência, altura, porque o rejeitei”. Já passou por uma situação como essa? Deve ter sido constrangedor para Samuel ser repreendido por Deus daquela forma, como se o Senhor dissesse: Samuel, Samuel, lembra quando era criança e te chamava assim? E você me disse: “Fala que te escuto”. Pois bem Samuel, me deixa ser Eu, me deixa ser Deus.

Nós, seres humanos, muitas vezes, somos movidos por impulsos, mais pela emoção do que pela razão. Queremos resolver as coisas de nossa maneira. É assim no trabalho, na escola, no casamento/namoro, enfim, e no final das contas, quebramos a cara, pois não deixamos Deus nos guiar.

Nos Salmos lemos: Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. Salmos 100:3

Pronto, o ‘pasto’ é do Senhor, e nós as ovelhas, se quisermos ser bem sucedidos, então deixemos Deus ser Deus em nossas vidas.

Jó deixou Deus ser Deus, e morreu em boa velhice, restituído em tudo...ahhh, e em dobro.


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Waltinho Oliveira